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Entenda os diferentes tipos de motores de motos

A cada ano, o mercado de motocicletas apresenta novidades aos amantes das duas rodas. Elas vão desde acessórios, sistemas eletrônicos e melhorias de segurança até aquele que é o principal componente de qualquer veículo, o motor.

O que muitos não sabem é que existem diferentes tipos de motores de motos que se adequam às necessidades de cada motociclista. Continue lendo este post e descubra qual o tipo de motor ideal para você!

Monocilíndrico
Esse é o motor de configuração mais simples utilizado nas motocicletas atualmente. Possui apenas um pistão e menos peças internas, o que permite seu tamanho compacto. Pode ser encontrado principalmente em motos de baixa cilindrada, como na CG 150 da Honda.

Sua maior característica é a capacidade de gerar torque mesmo em baixas rotações, tornando-o ideal para situações que exigem força, como superar um obstáculo ou o “anda e para” do trânsito das grandes cidades. O baixo consumo de combustível também é uma vantagem desse tipo de motor.

Sua grande limitação, contudo, é consequência da sua vantagem. Como o motor monocilíndrico começa a trabalhar mais cedo, logo nos primeiros giros, seu alcance costuma ser mais curto. A vibração produzida em maiores velocidades também pode torná-lo desconfortável para uma viagem mais longa.

Bicilíndrico
Como é fácil de prever, esse tipo de motor trabalha com dois cilindros e dois pistões. Seu objetivo é desenvolver o torque em faixas médias de giros, proporcionando maior estabilidade e conforto. São muito encontrados nas motocicletas estradeiras, como as famosas Harley-Davidson.

Seus cilindros podem estar dispostos em paralelo, em V, ou em L, o que confere algumas características:

Em paralelo, o curso reduzido do pistão garante maior potência e velocidade final em alta rotação;

Em V, o motor oferece um torque progressivo, baixa vibração e direção suave;

Em L, o diferencial é o torque explosivo em médias rotações, porém, não é muito progressivo.

Devido à sua ótima performance em respostas e retomadas, os motores bicilíndricos têm sido utilizados por algumas equipes em competições de motovelocidade, como a MotoGP.

Tricilíndrico
Apesar de ainda estar longe de ser popular, o motor de três cilindros vem conquistando espaço no mercado graças ao seu grande potencial. Ele é capaz de desenvolver uma rotação maior do que o motor de dois cilindros, com um nível muito baixo de vibração. A montadora inglesa Triumph é uma das que mais utilizam motores tricilíndricos em suas motos.

Seu bom funcionamento em médios e altos giros garante um ótimo desempenho da aceleração e das retomadas. Isso faz com que as motocicletas com esse tipo de motor sejam ideais para quem tem um estilo mais arrojado e esportivo ao pilotar.

Tetracilíndrico
Maiores, mais complexos e mais caros que os modelos anteriores, os motores tetracilíndricos são perfeitos para aqueles que gostam de fazer longas viagens sobre duas rodas. Sua baixíssima vibração e alto desempenho em médias e altas rotações garantem um bom aproveitamento nas estradas.

Seu ponto fraco é o baixo torque em rotações mais baixas, o que faz com que as motos equipadas com motor tetracilíndrico não sejam as melhores opções para o trânsito carregado das cidades.

E aí, gostou de conhecer um pouco mais sobre os diferentes tipos de motores de motos? Aproveite agora para aprender como aumentar a potência do motor da sua motocicleta!

A moto com o maior motor do mundo é da República Checa e foi construída com o auxílio do Ministério da Indústria e Comércio daquele país e deve entrar em linha de produção no próximo ano.

A FGR Midalu é projeto de Miroslav Felgr, dono de uma fábrica de motos de competição de 125 cilindradas. Em 2004, Felgr decidiu que iria construir a moto de maior cilindrada do mundo. Em dezembro do ano passado, o projeto saiu do papel e a moto foi apresentada: pesa 270 quilos, vem de fábrica com um motor V6 a 90 graus, refrigerado a água, SOHC, de 2.442 cc e com mais de 240 cv de potência. O fabricante garante que é o maior motor do mundo em volume. O consumo é de 12,5 km/l.

Além do motor robusto, uma das novidades da FGR Midalu é a ausência de assento. Na realidade o tanque de combustível, feito de fibra de carbono, também é um assento. A ideia foi para diminuir o peso da moto. A Midalu possui ainda um sistema de aceleração por cabo, ignição eletrônica e o câmbio é manual.

link http://www.motonauta.com.br/o-maior-motor-de-moto-do-mundo/

Novas tecnologias: a reinvenção dos motores a combustão

Ao que tudo indica, os veículos elétricos terão papel importante nos próximos anos, mas daí a substituírem os motores a combustão existe uma longa distância, especialmente nos países emergentes.

Perguntamos a profissionais da indústria qual a expectativa de vida dos motores a combustão e todos foram unânimes em dizer que esses motores ainda serão usados por muito tempo. A maioria não se arriscou a apontar um número de anos.

“Quem sabe?, perguntou o diretor de pesquisa e desenvolvimento da fabricante de autopeças Schaeffler, Claudio Castro. “Acho que eles (motores elétricos e a combustão interna) seguem juntos por um longo período”, diz. “Por isso, continuamos a investir nos dois tipos de tecnologia.”

A concorrente Bosch também adotou essa estratégia de dividir-se entre as duas frentes.

Segundo o gerente de desenvolvimento de produto, Fábio Ferreira, a Bosch estudou cinco cenários possíveis para o comportamento do mercado e somente um deles considera a mudança radical, rápida e massificada, de uma tecnologia para outra.

Os outros cenários contemplam a evolução gradual do mercado mundial.

Para Marco Mammetti, gerente de motores da empresa de engenharia Idiada, as mudanças devem ser cadenciadas porque, por um lado, a eletrificação está em implementação (requer desenvolvimento de vias, formas de geração de energia e infraestrutura para recarga) e, por outro, a indústria automobilística está toda fundamentada na produção dos veículos de combustão interna.

“Isso implica milhares de empregos” (segundo a organização mundial de fabricantes – Oica, na sigla em inglês –, são mais de 8 milhões de postos diretos, no mundo).

O aumento da oferta de modelos elétricos e as restrições legais que os países estão impondo aos motores a explosão são vistos como algo relativo pelos especialistas, uma vez que ainda existem aplicações em que os elétricos não conseguem substituir os movidos a gasolina, etanol ou diesel.

É o caso dos veículos usados no transporte de cargas e de longas distâncias. “Isso porque as baterias ainda pesam muito e têm pouca autonomia”, explica Mauro Simões, gerente sênior de engenharia da MAN Latin America.

De acordo com os engenheiros, antes de o motor a combustão interna se aposentar, ele ainda vai evoluir bastante, ficando mais limpo e eficiente. Ao lado, reunimos 12 soluções apontadas pelos profissionais, que deverão estar nos motores nos próximos anos.